FUTEBOL: Direção do FC Lixa nega rumores de venda do clube [C/AUDIO]

FCLIxa_2020.05.20

Albino Lopes, vice-presidente do FC Lixa, desmente os rumores de que o clube tenha sido vendido a uma empresa de agenciamento de jogadores. A informação surge em vésperas de um assembleia-geral eleitoral, agendada para a próxima sexta-feira.

Albino Lopes confessa-se surpreendido com as noticias que têm circulado na cidade da Lixa e que dão conta de que o emblema azul e branco foi vendido a uma empresa de agenciamento e representação de jogadores.

O dirigente nega os rumores, ironizando que “para vender o Lixa exigiria, no mínimo, várias assembleias-gerais”. Albino Lopes confirma, no entanto, que a atual direção do clube firmou“um acordo de colaboração” com a agência ‘Around Victory’.

“Este acordo permite a esse parceiro colocar aqui jogadores e nós temos que viabilizar os negócios. Se a empresa conseguir vender esses jogadores, nós somos reembolsados em dez por cento, o que é ótimo, porque não gastamos um euro que seja”, explica.

“O jogador chega, é inscrito, é pago, é alimentado, tem estadia por conta dessa empresa. Não vejo qual é o problema em aceitar tão generosa oferta e não vejo em que é que isto desagrada aos lixenses”, questiona.

Albino Lopes acrescenta ainda que a mesma empresa “comprometeu-se a prestar um apoio financeiro” que permitirá ao emblema azul e branco “ter mais disponibilidade” para futuras contratações.


O vice-presidente do Lixa garante que a parceria com a ‘Around Victory’, que totaliza cerca de “100 mil euros”, não é mais do que “um acordo de cavalheiros, de aperto de mão, e que não está registado sequer”. Assegura que este acordo não configura qualquer ilegalidade, apesar do clube se encontrar, nesta altura, em processo eleitoral.

“À direção do FC Lixa, através dos seus estatutos, cabe-lhe fazer os negócios do clube, desde que não implique registos. Este acordo de colaboração não é mais do que um acordo de cavalheiros que não passou para o papel”, sustenta.

Albino Lopes não entende porque “estão a colocar em causa” esta parceria “que caiu do céu”, embora reconheça que a polémica só estalou devido à proximidade das eleições agendadas para a próxima sexta-feira.


A atual direção do Lixa, presidida por Jorge Cabral, vai recandidatar-se a novo mandato, mas pode ter concorrência. A Albino Lopes chegaram “rumores” de que uma lista encabeçada por Manuel Sousa também se apresentará a sufrágio.

O dirigente reconhece que Manuel Sousa é “um excelente lixense”, de quem é amigo “há muitos anos”, mas acrescenta que “concorre fora de tempo”. Albino Lopes acusa ainda a lista adversária de “deslealdade”.

“Não foram leais porque na assembleia de há dois anos afirmei que bastaria a qualquer candidato fazer chegar, durante o mês de abril, a intenção de se candidatar, que a nossa direção sairia para dar lugar a novos projetos e novas ideias. Bastaria um telefonema em abril a dizer que havia gente a querer dirigir o Lixa que nós cumpriríamos a nossa palavra”, assevera.

Aliás, Albino Lopes assegura que a atual direção só começou a preparar próxima temporada porque no mês passado ninguém manifestou a intenção de assumir os destinos do clube.

“Não aparecendo ninguém, começamos a efetuar os nossos negócios. Contratamos treinador e jogadores. E não queríamos perder alguns jogadores, como aconteceu com o Costa Pinto, que é um dos melhores centrais do campeonato. Tivemos que arrepiar caminho e fomos acautelando a vida do clube”, esclarece.


Em caso de vitória nas eleições de sexta-feira, Albino Lopes confirma a “continuidade” de Filipe Mesquita no comando técnico da equipa principal. O dirigente recorda que o treinador fez um trabalho “assinalável” na época passada. “Veja o salto que demos na tabela, de nove pontos negativos passamos para cima da linha d’água”, frisa.

O Lixa vai disputar da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP). O objetivo “é ganhar todos jogos”. A equipa B também “é para manter”, assim como a aposta no futebol de formação.


A Assembleia-geral eleitoral do FC Lixa está marcada para sexta-feira, às 21:00, e decorrerá no Estádio Senhor do Amparo. Só poderão votar os sócios com quota paga até março deste ano, não sendo aceite o recebimento de quotas a sócios que tenham mais de seis meses em atraso.

 


Peça Rádio | Reportagem de Luís Miguel Nogueira