DESPORTO: Treinador do Vila Caiz bate com a porta ao fim de 12 jogos

VilaCaiz_2017.04.20

José Dinis demitiu-se do cargo de treinador principal do Vila Caiz ao cabo de 12 jogos. O técnico abandona o emblema amarantino a quatro jornadas do fim do campeonato.

José Dinis tinha assumido o comando da formação auri-negra no passado mês de janeiro, após a saída de Nuno Vaz, que começou a época.

Os maus resultados e, sobretudo, os insultos que ouviu das bancadas, da parte dos adeptos do Vila Caiz, na passada 6ª feira, após o afastamento da Taça da Associação de Futebol do Porto (AFP), ante um adversário de um escalão inferior, levaram-no a bater com a porta.

O até aqui adjunto Filipe Ferreira vai assumir a liderança da equipa até final da temporada.

O presidente José Luís Ferraz admite ter ficado “um bocadinho surpreendido”, mas entende a decisão do treinador e lamenta o sucedido.

“No final desse jogo colocou o lugar dele à disposição. Aqui em Vila Caiz os adeptos vivem muito o clube e não foram agradáveis as palavras que o Mister José Dinis ouviu”, confessa.

“É um amigo para a vida, como tive sempre, e desejo-lhe o maior sucesso se ele continuar a treinar. Aqui, desta vez, não foi feliz”, acrescentou José Luís Ferraz.

Nos 12 jogos, com José Dinis ao leme, o Vila Caiz averbou 8 derrotas, 1 empate e apenas 3 vitórias. O clube amarantino está em lugar de despromoção na Divisão de Honra AFP.

Nesta altura, a quatro jornadas do fim do campeonato, os auri-negros têm 9 pontos de atraso para a linha d’água. José Luís Ferraz reconhece que o Vila Caiz já está condenado à descida de divisão e os jogos que restam “são para cumprir calendário”.

“Foi um ano de infelicidade. Tenho a certeza que o Vila Caiz não é das quatro piores equipas do campeonato. Vai descer, mas não é das piores equipas, é só ver os pontos que fez e contra quem os fez. Os pontos que temos foram conquistados contra equipas do meio da tabela para cima. Foi um ano atípico, cometemos erros muito infantis”, justifica.

Para próximo sábado está agendado o acto eleitoral do emblema amarantino. Até agora ainda nenhuma lista anunciou vontade em apresentar-se a sufrágio.

José Luís Ferraz diz que só se recandidatará à presidência do Vila Caiz para evitar que o clube caia num vazio diretivo e “para honrar com a palavra ao presidente da Assembleia-Geral”.

“Só ficarei mesmo se não aparecer ninguém, porque não posso falhar com a palavra que dei. Só isso fará com que continue, pelo menos por mais um ano”, explica.

O atual presidente acrescenta que a vontade de sair deve-se apenas “a cansaço”, garantindo que um eventual sucessor encontrará o clube com “as contas regularizadas e com as obras do estádio concluídas”.

“Neste momento é só guiar o barco, porque, de resto, está tudo feito”, assegura.