Amarante: Cobertura de amianto na origem de greve na EB 2,3 [C/AUDIO]

ProtesoAmarante_2019.11.25

Uma greve convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP) para a Escola EB 2,3 de Amarante, em protesto pela existência de coberturas com amianto, provocou esta segunda-feira o encerramento do estabelecimento de ensino.

Dezenas de professores concentraram-se junto à entrada principal das instalações, acompanhados por auxiliares de ação educativa, pais e alunos, exibindo cartazes com mensagens alusivas à existência de amianto nas coberturas de vários pavilhões.

No gradeamento exterior do estabelecimento, construído há cerca de 40 anos, os grevistas colocaram uma tarja com a frase: “Stop — Tirem-nos o amianto”.

André Pestana, coordenador do STOP, disse que “a greve na escola de Amarante enquadra-se nas ações de protesto, de âmbito nacional, que já provocou, nas últimas semanas, o encerramento de cerca de 30 estabelecimentos em vários pontos do país. No início era  contra o amianto, mas rapidamente alastrou para outros problemas como a falta de funcionários e professores”.

O sindicalista recorda que o primeiro-ministro, António Costa, “prometeu erradicar o amianto dos edifícios públicos até final de 2018”, mas no final de 2019 “nem 10% disso foi cumprido”. “Isso é gravíssimo”, acentuou.

A insuficiência de funcionários nas escolas foi outra nota deixada por André Pestana, referindo que, no caso da EB 2,3 de Amarante, não é cumprido o rácio indicado pelo Governo, havendo 42 alunos por cada auxiliar, o dobro das recomendações da tutela.

A Escola EB 2,3 de Amarante tem cerca de 900 alunos do 5º ao 9º ano de escolaridade.

 


André Pestana | Coordenador do STOP