DESPORTO: Se possível, Lourenço Pinto defende jogos da AF Porto em junho e julho [C/AUDIO]

FutebolApoio_2020.03.17

Tal como em outros campeonatos, a Associação de Futebol do Porto (AFP) debate-se com momentos de incerteza por causa da Covid-19. Será que vai jogar-se mais esta época? O presidente Lourenço Pinto tem uma opinião pessoal sobre o assunto.

A paragem nas vários competições da AFP ficou definida até 22 de março, mas é certo que a pausa vai prolongar-se para lá dessa data, até porque o estado de emergência, em vigor até 2 de abril, assim o determina.

Há nesta altura vários pontos de interrogação em cima da mesa, em relação a como será feita a recalendarização no pós-coronavírus. Isto se as provas da AFP vierem a ser retomadas esta época, dependendo, claro, da evolução do surto.

Se isso suceder, como serão reagendadas as jornadas em falta e para quando? E se não, como serão decididas as situações relacionas com manutenção, descidas e subidas de divisão?

Estas são questões para as quais nem o próprio presidente da AFP tem ainda uma resposta.

Ainda assim, Lourenço Pinto expressa a ideia – que é pessoal e não vinculativa ao organismo a que preside – de que os jogos em falta poderão ser disputados no verão, “entre fins de junho e meados de julho”. Um situação que ainda faz mais sentido agora que o Campeonato da Europa foi adiado para 2021.

“O que eu posso fazer é um juízo de prognose, ou seja, fazer um juízo do que virá depois de, é pensar no futuro. Será que os nossos campeonatos não poderão prolongar-se por junho e até meados de julho e completar-se? É uma pergunta que eu deixo no ar, porque todos somos poucos para escolhermos todas as situações”, refere.


Contudo, Lourenço Pinto acrescenta que, antes de um eventual regresso, teria haver espaço para uma espécie “de defeso”, para que “os atletas possam readquirir a forma física e metal, porque todos eles estão perfeitamente massacrados pelo mal que aconteceu”.

Sendo possível a conclusão dos campeonatos no verão, tal pode atrasar o arranque da próxima temporada. Mas para esse problema Lourenço Pinto aponta “várias hipóteses”.

“Poderia haver uma redução do tempo de férias ou começar os campeonatos mais tarde quinze dias e depois fazer-se uma recuperação nas paragens que existem ao longo do ano”, sugere.

“Tem é que haver nisto uma coisa que é essencial: boa vontade, compreensão e serenidade. E com isto tudo se faz”, conclui.